terça-feira, 30 de junho de 2009

Bento XVI assina encíclica sobre globalização

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O papa Bento XVI assinou sua mais recente encíclica nesta segunda-feira, 29, um texto sobre meios de tornar a globalização mais capaz de atender às necessidades dos pobres em meio à crise econômica global.

O documento, intitulado Caridade na Verdade, deverá ser publicado em breve.

A notícia é do portal do jornal O Estado de S. Paulo, 29-06-2009.

O papa declarou que sua terceira encíclica delineará metas e valores que os fiéis devem defender para garantir que haja solidariedade entre todos os povos.

Bento XVI já se manifestou diversas vezes sobre a crise financeira, pedindo aos líderes mundiais que garantam que os pobres do mundo não acabem tendo de suportar o maior peso da recessão.

O pontífice anunciou a assinatura da encíclica nesta segunda, um dia de festa para os católicos, depois de celebrar uma missa na qual disse a novos arcebispos que têm de ser modelos para os fiéis, guiando-os e protegendo-os como pastores guiam o rebanho.

O papa vinha trabalhando na Caritas in Veritate, o título latino da encíclica, desde 2007, mas adiou a publicação para revisá-la em face da crise mundial. Encíclicas são os documentos emitidos por um papa que mais carregam autoridade.

fonte: http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=23538

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Adolf von Harnack

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Adolf von Harnack (Dorpat, Estónia, 7 de maio de 1851 — Heidelberg, 10 de junho de 1930) foi um teólogo alemão, além de grande historiador do cristianismo.

Suas duas obras mais conhecidas são o Lehrbuch der Dogmengeschichte ("Manual de história do dogma", em três volumes) e a série de palestras Das Wesen des Christentums ("A essência do cristianismo"), texto clássico da teologia liberal.

Harnack recebeu diversas condecorações, entre outros, em 1902 a Ordem Pour le Mérite para as Ciências e as Artes, da qual foi chanceler de 1920 até a sua morte em 1930.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolf_von_Harnack

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Reflexão (58) - Tempo de voltar a mexer no blog :)

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por Jefferson Ramalho

Já faz tempo, não é minha gente?!? Bastante tempo!!!

Tenho tido pouco tempo, essa é a verdade!!!

Pouco tempo pra escrever o que gostaria, ler o que pretendo e fazer o que mais gosto.

Gostaria de escrever meu segundo livro, a segunda etapa da minha humilde e pretensa tríade. O 'Jesus é Deus?' está por aí. Graças a Deus, sendo lido por muitos alunos de teologia, surpreendendo todas as minhas expectativas. Só ainda não ganhei dinheiro com isso! Mas quem disse que foi pra isso que o publiquei?

Vou escrever e publicar outros, se Deus assim permitir, mas não tão cedo. Não tenho e não terei tempo pra isso, pelo menos, nos próximos cinco anos. Na verdade, vou escrevendo! E quando o tempo tiver imperceptivelmente passado, volto a publicar.

Em agosto darei início ao meu tão sonhado mestrado. Tudo bem que em Ciências da Religião - eu sempre dizia: farei mestrado em História ou em Teologia, mas não em Ciências da Religião. Só que o Pai não quis assim. Isso! O Pai não quis assim.

Perdoem-me amigos liberais, mas ainda consigo acreditar que Deus toma conta de mim e me coloca em situações que eu próprio não planejava. Assim tem sido! Assim que é! Assim que será!

Gostaria de ler muitas coisas. Gostaria de ler filosofia, mas não posso! Gostaria de ler os místicos e os padres do deserto, mas quem disse que tenho tido tempo pra eles? Ultimamente é História, Historiografia, Religiões... Mas haverá um dia em que a Aline e eu estaremos em nossa varanda, vendo nossos netos brincarem no jardim, e enquanto isso desfrutaremos do prazer em ler aquilo que tanto gostaríamos de um dia ter tempo - simplesmente, tempo - para poder ler.

Também queria fazer as coisas que mais gosto. Ah, como eu queria! Queria voltar a jogar futebol, ir ao estádio com mais frequência para torcer pelo meu Palestra - ainda que ele não seja o melhor, eu reconheço - mas o que posso fazer? É o meu Palestra, é o meu Palmeiras! Gostaria de ir mais ao cinema! Gostaria de esquecer esses livros que estão aqui me olhando, agora, e pegar um avião ou um ônibus e viajar a noite toda para um certo lugar, apenas um lugar. Não existe outro lugar neste imenso Universo em que eu gostaria de estar. Isso sim, é o que eu mais gosto de fazer. Estar nos braços da mulher da minha vida, láááááááááááááááá em Minas Gerais! Como ela está longe, Senhor! Mas isso será por pouco tempo.

Amigos, me perdoem pelo fato de eu ser tão indisciplinado. Não sirvo pra ser empregado, muito menos membro de um corpo eclesiástico. Prometi a vocês e a mim próprio que o Blog funcionaria com toda aquela agenda programada e tal. Quem disse que daria certo? Eu? Nem sempre é fácil cumprir todas as promessas que fazemos. Foi por isso que desde o início Aline e eu nos demos muito bem, pois nunca escondemos um do outro o quanto somos imperfeitos.

As comunidades do orkut, então, coitadas. Estão abandonadas! Mas irei reativá-las! Mandarei mais scraps aos seus membros, divulgarei meus cursos e enviarei links para leituras das postagens do Blog.

Vamos fazer assim? Amanhã é sexta! Aliás! Hoje é sexta! Estou muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito feliz, porque apesas da desclassificação do Verdão na quarta e da derrota da Azzurra nessa quinta, os BAMBINOS apanharam gostoso no Morumbi para o CRUZEIRO QUERIDO da minha linda Aline. Zêêêêêêêêêêêrooooooooooo!!!!

Mas, enfim! Vamos fazer o seguinte! Já que hoje é sexta, dia de uma boa gelada, apesar do frio, vou postar à noite uma daquelas biografias de algum teólogo alemão. Que tal sabermos um pouco sobre Adolf von Harnack? Será ele o primeiro teólogo desta retomada.

Até mais, amigos!

Uma ótima sexta a todos!

na Graça,
Jefferson

domingo, 7 de junho de 2009

Caminho da Graça - Osasco

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Gente querida,

Neste domingo nos encontramos em Osasco para inicarmos nossa releitura do livro de Atos dos Apóstolos, e foi muito bom! Um ambiente agradável, com uma reflexão séria e, ao mesmo tempo, provocativa. No próximo domingo estaremos juntos novamente. E daremos continuidade ao nosso exercício de releitura de Atos.

Abaixo estão algumas fotos desse nosso primeiro encontro.
Se você puder e desejar estar conosco, venha.
Sua presença nos alegrará muito e, com certeza, alegrará nosso encontro. Traga algo gostoso para que nossa mesa seja ainda mais deliciosa do que sempre.

Um beijo grande e uma excelente semana!

na Graça,
Jefferson





quarta-feira, 27 de maio de 2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Resposta ao comentário postado por Carlos Seino

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por Jefferson Ramalho

Ficarei muito contente no dia em que mais comentários, como o do meu grande amigo Carlos Seino (o Carlinhos), forem postados neste blog!

Para saber quais foram os questionamentos do Carlinhos, convido você a lerem a Reflexão (57) - Relendo a História 3. Em seguida, leia as questões levantadas!

Aí vão minhas tentativas de resposta às observações do meu amigo:

1º Obrigado por ter gostado do texto, mano querido!

2º Sobre a leitura feita, é realmente com lentes modernas, aliás, pós-modernas, pois até a Modernidade, escravidão era algo absolutamente normal em muitos contextos. Contudo, as filosofias do século XVII para cá, já não nos permitem mais olhar de outra maneira para o passado. Gonzalez, infelizmente, na intenção de defender sua experiência religiosa com o cristianismo, o protege de todos os seus equívocos. Você está muito correto ao recordar que Policarpo tinha escravos e que Paulo parece não condenar tal prática, o que demonstra, ao meu ver, sérios problemas, principalmente em se tratando de um movimento que afirma seguir a mensagem do Nazareno. Ou seria Este também favorável à escravidão, independentemente de seu tempo histórico?

3º A influência helênica é mais que óbvia em textos dos evangelistas e de Paulo. Impossível não notar isso! Gonzalez poderia muito bem ter tratado sobre tal influência, assim como o fez com mais competência Adolf von Harnack em seu História do Dogma. Todavia, Gonzalez se reduz à constante e tendenciosa tentativa de defender a Revelação. A questão não está em ver a influência grega como algo positivo ou negativo, mas real, e que por essa razão nos leva a repensar seriamente o conceito de Mensagem Divina nos textos influenciados por aquela cultura. O dualismo platônico, por exemplo, é determinante para a formulação de idéias como bem/mal, céu/inferno, pecado/santidade e tantas outras presentes nas mensagens paulina e dos autores dos evangelhos, mesmo considerando que foram esses últimos os responsáveis por nos fazer conhecedores e receptores das palavras que Jesus supostamente disse. Aquilo que Paulo escreve distancia-se em muitos momentos da mensagem de Jesus, sobretudo, em termos morais. Em resposta à Ladd, Hodge, Berkof, Carson e tantos outros, recomendo Tillich, Bultmann, Harnack, Kümmel e até mesmo o contemporâneo Crossan.

4º Sempre quando expressamos uma interpretação a respeito do que quer que seja, fazemos uso de uma ideologia que consideramos mais coerente. Isso é absolutamete normal. Contudo, tratando propriamente desse tema, eu insistiria em defender a perspectiva de que a única coisa boa que ocorreu aos cristãos foi o fato de terem se tornado livres. O Estado poderia até ter uma religião oficial, mas que não fosse o cristianismo. Construções de hospitais e cemitérios teriam que necessariamente depender desse conluio Estado/Igreja? Sobre as condições trabalhistas e o fim da escravidão, em termos práticos, nada mudou. Basta ver o que a Igreja institucionalizada fez, sobretudo, enquanto principal organização feudal.Quanto à divindade de Cristo ter sido o objeto de discussão em Nicéia, é fato, além disso, estava presente nas composições pré-nicenas de Clemente, Inácio, Justino, Ireneu, Tertuliano, Orígenes, Eusébio, para não citar os textos neotestamentários. Todavia, não há dúvida de que Nicéia deu um impulso ainda maior para que o concubinato entre o Estado e a Igreja se estabelecesse paulatinamente.

5º Uma coisa, em minha modesta leitura e opinião, é a idéia de instituição; outra é a idéia de institucionalização. Jesus instituiu sua igreja, sua assembléia, seu grupo de seguidores, conforme Mateus 16.18. Não demorou muito para que após a sua suposta ascensão, os seus seguidores se organizassem hierarquicamente. Por se tratar de uma organização humana, isso é absolutamente comum. Líderes servidores devem existir. Esse processo ganha mais forma à medida que a cristandade atinge novos pontos do Império, apesar das perseguições oficiais e não-oficiais. O problema, porém, está na institucionalização, na inversão de valores que passa a existir a partir do quarto século e que imperceptivelmente ganha maiores proporções nos séculos posteriores. O modelo hierárquico, agora, não é mais aquele proposto pelos Padres da Igreja, mas nada mais que uma reprodução grotescamente copiada da estrutura imperial de Roma, e esta falida. Não vejo a Igreja que Jesus instituiu como uma organização humana, apenas, uma vez que acredito ser Ele o próprio Deus Encarnado, apesar de profundamente humano. Ele instituiu um movimento sem nome, sem lugar sagrado, rebelde, clandestino e subversivo diante da ortodoxia judaica. Por outro lado, as organizações eclesiásticas, antes ou depois da institucionalização, antes ou depois da aliança com o Estado, antes ou depois do abandono às origens e ao significado concreto daquilo que foi instituído por Jesus, sempre foram e sempre serão humanas. A questão é: Por que elas, independentemente de serem humanas, abandonaram e abandonam a essência da mensagem do Mestre, fazendo uso de suas palavras, mas invertendo os seus valores e reais significados?

Abração, Carlinhos.

Saudades, amigo!

na Graça,
Jefferson

domingo, 17 de maio de 2009

Como foi nosso 1º Café com Graça, em Osasco

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Gente querida e amada,

Nesse domingo (17 de maio), tivemos a alegria de nos reunirmos no primeiro encontro da estação do Caminho da Graça, em Osasco, onde nos veremos regularmente a partir de junho, todos os domingos, das 10h às 12h, no espaço da Faculdade de Cultura e Ensino Teológico de Osasco, na qual sou professor desde 2006.

Foi uma experiência muito satisfatória estar ali com amigos e gente que não tem outra pretensão neste mundo a não ser a de ser gente, assim como Jesus foi gente. A diferença, porém, está no fato de que ele, Jesus, é o Caminho, nós somos apenas os caminhantes.

O que mais nos alimenta espiritualmente é o fato de sabermos que, mesmo sendo tão errantes, pecadores, devassos, repletos de erros, nós continuamos sendo amados e generosamente permitidos por Ele a fazermos parte dessa caminhada de Graça e na Graça.

Ele nos libertou do império das trevas, e para nós que estamos e ficaremos no Caminho, que é Ele e não uma organização humana, fomos também libertos de impérios governados por pastores corruptos e interessados em nosso dinheiro.

Quando tive, no encontro, alguns instantes para convidar aos amados que ali estavam para permanecermos com a iniciativa do Caminho da Graça em Osasco, não me contive e falei sobre uma experiência vivida há poucos dias. Vi pastores críticos da teologia da prosperidade afirmarem que Deus não está no controle de nada, pois se tivesse, não existiria violência, miséria, fome, corrupção e tantas outras maldades.

Quando ouvi tal frase, não deixei de concordar com a coerência da afirmação, porém, não sem murmurar, dizendo: tanto concordo que se Deus estivesse no controle, muitos pastores não ficariam tão ricos às custas de suas ovelhas - e não me refiro aos pregadores da prosperidade. Estes, nós já sabemos, são safados, mesmo.

Gosto das provocações do meu amigo, mestre e conselheiro Ricardo Bitun, que além de pastor e teólogo, é um sociólogo de altíssima competência. Foi a ele que dediquei a publicação do meu livro, pois sua influência e participação em minha vida e formação acadêmica é fortíssima.

Ele sempre pergunta: "Por que esses caras que criticam os teólogos da prosperidade - e não devem parar de criticar - vivem como se acreditassem nessa teologia?" É verdade!!! Ele tem razão!!!

Sobre a arte de discursar, cheguei à conclusão, é uma das maiores ferramentas da manipulação, e isso é estratégico! Eu critico a teologia da prosperidade, e mesmo assim, não deixo de ser beneficiado às custas dos outros. Eles pensarão: "Esse cara é sério. Pra ele, vale a pena contribuir"

Enfim, foi assim no Caminho. Não posso deixar de mencionar a presença de minha amada e linda namorada, Aline Grasiele, que veio diretamente de sua cidade mineira, Contagem, para estar comigo e participar desse primeiro encontro. E isso ela fez por iniciativa própria, por entender e ser sensível ao quanto seria importante para mim tê-la ao meu lado nesse momento, em especial, embora seja sempre maravilhoso tê-la comigo, em qualquer lugar ou circunstância, sempre, porque a amo, até o fim!

Sobre o próximo encontro da estação do Caminho da Graça em Osasco, será no dia 7 de junho, das 10h às 12h, e iniciaremos uma iniciativa de releitura do livro de Atos dos Apóstolos. Vamos repensar muitas coisas a partir desta experiência. Identificaremos as mensagens, as sacadas, os conflitos, os problemas textuais, as contradições, os significados históricos e os espirituais do livro.

Espero por você que possa e queira estar conosco iniciando esta releitura (des)compromissada do livro de Atos.

Um forte e carinhoso abraço!

na Graça,
Jefferson