quinta-feira, 6 de março de 2008

Reflexão (36) - Graça, definitivamente, é Graça


por Jefferson Ramalho

O que é Graça? Muitos afirmam que é “favor imerecido”. Concordo, afinal de contas, as Escrituras deixam isso bem claro. Graça é favor imerecido. Logo, o que merecemos é o contrário da Graça, ou seja, a desgraça. Mas Deus foi tão generoso que por amor resolveu nos conceder Sua Graça e nos livrar da desgraça eterna.

Outra questão: quem recebe a Graça? Todos? Alguns? Somente os que a aceitam? Os que Deus escolheu para a receberem? É difícil essa questão! Tanto que faz parte da discussão entre os cristãos desde quando Santo Agostinho resolveu se opor à reflexão de Pelágio.

Afinal de contas, o que é Graça? É Graça mesmo ou é um presentinho que Deus oferece, mas diz: olha, filhinho, você tem que se comportar direitinho, me aceitar como seu Senhor, senão, nada de Graça, viu! Ora, que espécie de Graça é essa que exige preço a ser pago? Isso não pode ser Graça. Esse tipo de Graça me faz pensar num gráfico como o que está abaixo:





Jesus, conforme a ilustração, derramou seu Sangue por nós, pagando parte do preço. Mas há um restinho (em preto) que nós temos que pagar. Ora, então Ele não pagou todo o preço? Que sacrifício insuficiente foi esse? Se, falta ainda que seja minha decisão, já prova que há um preço que Ele não pagou por mim. Minha decisão é esse preço.

Concluindo este raciocínio, Deus em Cristo, depende da minha decisão, um mísero pecador, para me salvar. Sem mais comentários!

Graça é Graça. Na verdade eu diria: Graça é radicalmente Graça. É receber de Deus o que jamais poderíamos dar a nós mesmos, nem por obediência, nem por decisão, nem por sacrifícios, nem por nada. Graça, definitivamente, é Graça.

Não creio assim porque Santo Agostinho, Martinho Lutero, João Calvino, Cornelius Jansei, Jonathan Edwards e tantos outros defenderam tal perspectiva. Suas contribuições, não há dúvidas, foram muito importantes, tanto eles que permanecem até hoje como referências no assunto. Mas creio nessa Graça escandalosa que salva seres humanos perdidos e injustos, porque as Escrituras revelam tal verdade.

Paulo, mais do que todos na Bíblia, ensina claramente que é pela Graça que somos salvos, e isso não vem de nós, é dom de Deus. Quando ele diz que não vem de nós, significa que nem a minha decisão pode em si mesma servir de aparato para convencer a Deus de que Ele deve me salvar. Deus não é convencido ou surpreendido por atitudes e decisões humanas. Ele só tem uma razão para nos salvar. Seu escandaloso amor, em Cristo. Isso é Graça!

Prossigo na próxima!

Abraços!

na Graça,

Jefferson

Um comentário:

adnilson disse...

a graça não é pelo que eu faço, porem eu antes eu não tnha condições de salvação porém hoje eu tenho: isso é graça, afinal veio para os seus mas os seus não o receberam mas a todos que o receberam deu o direito de ser seus filhos, qué maior graça que essa?