terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Faça teologia c/ quem entende! Faça Carisma!

Queridas(os) leitoras(es),

O curso da Faculdade de Teologia Comunidade Carisma é EXCELENTE.
Desde agosto, como professor de Cristologia, tenho percebido o quanto esta Faculdade é séria em sua proposta pedagógica. Eu recomendo!
No primeiro semestre de 2010 estarei lecionando Introdução à Filosofia.
Se você deseja fazer um dos melhores cursos de Teologia, aproveite!
Chegou o momento!

na Graça,
Jefferson Ramalho

Para fazer sua inscrição, acesse: http://www.comunidadecarisma.net/portal/escola/faculdade_2010.asp

domingo, 20 de dezembro de 2009

Reflexão (63) - Cristão, eu?


por Jefferson Ramalho

Não parece uma pergunta difícil de ser respondida. Quando olho para o conceito preponderante de “evangélico”, na atualidade, não tenho dúvidas de que evangélico, já não sou há muito tempo. E cristão? Teoricamente, não parece haver problemas nesse termo. Todavia, se simplesmente passamos os olhos na história do cristianismo, a coisa começa a ficar complexa.

Tudo começa quando em Antioquia, alguns seguidores do movimento do Nazareno já falecido, misteriosamente ressuscitado e, mais misteriosamente ainda, ascendido aos céus, foram pela primeira vez chamados de “cristãos”. Isso está no final do capítulo onze do livro denominado Atos dos Apóstolos. O sentido, aqui, de “cristãos”, possivelmente era pejorativo. Eles não se diziam cristãos, mas seguidores da mensagem daquele que consideravam ter sido o Cristo, o Messias, o Ungido de Deus.

A briga aqui não é se ele foi ou se não foi o Cristo. Independentemente do que Jesus de Nazaré, aquele carpinteiro revolucionário, tenha sido, o que nos importa é o que ele foi considerado e quais os desdobramentos e consequências das atribuições que recebera de seus primeiros seguidores. O que sabemos acerca de suas palavras, atos, experiências e ensinamentos, devemos ao que seus discípulos registraram. Se ele disse ou não o que disseram que ele disse, é outro departamento. E a fé não quer saber desses questionamentos, embora devesse.

A questão é: por que seus seguidores foram chamados de cristãos? É esta uma forma apropriada de identificação? Se fosse, eles próprios não a teriam iniciado? Imagino Jesus de Nazaré que não queria glória dos homens, sabendo que seus seguidores foram identificados dessa maneira. Será que ele aprovaria? Por que ele próprio não disse: meus discípulos, vocês agora serão chamados de cristãos, só porque aceitaram seguir o Cristo que sou eu? Só que ele jamais disse tamanha aberração. Ele não disse que era o Cristo, ele foi o Cristo através dos seus atos de Graça, Amor e Misericórdia.

Algumas décadas se passaram, e os seguidores do Nazareno parecem ter gostado do apelido sarcástico. Eles próprios resolveram se identificarem como “cristãos”. Aquilo que antes era um xingamento virou identidade. Tanto virou identidade que após Nero, aqueles que simplesmente se identificavam como tais, assinavam suas próprias sentenças de morte. Ser cristão, na lei romana, virou crime. Crime contra o Estado, crime contra a religião tradicional do Império, crime contra o Divino Imperador.

Foram milhares aqueles que morreram nas arenas, nas estacas, nas cruzes, nas fogueiras, nas ruas, nas cavernas. Eusébio de Cesaréia em sua História Eclesiástica preservou as mais ricas informações a respeito daquela que ficou conhecida na historiografia cristã como Era dos Mártires. Policarpo de Esmirna, Inácio de Antioquia, Justino Mártir, Blandina, Perpétua, Felicidade, entre tantos outros e outras, assumem a posição de protagonistas na obra de Eusébio.

Os primeiros séculos da história dos agora chamados “cristãos” foram banhados de sangue. Cumpria-se a promessa indireta do mestre de Nazaré. Digo indireta, porque ele a fez enquanto censurava os fariseus e escribas: “[...] eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas. A uns matereis e crucificareis; a outros açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade”. Parece que, ao olharmos pra história, não seriam apenas os judeus aqueles que perseguiriam os seguidores do Nazareno.

No início do quarto século, uma nova roupagem fará parte da tão indefinida identidade cristã. Sim, indefinida! Não brigue comigo! Primeiro, vimos que eles não sabiam o que eram, mas exatamente por isso, sabiam o que eram. Às vezes – ou sempre – é melhor não ter rótulo para saber o que se é. Segundo, quando os caras são apelidados, não demora muito tempo para aderirem ao apelido. Terceiro, os coitados são vítimas do cumprimento da promessa do iniciador do movimento, porque bastava dizer-se cristão para ser morto nas mãos do Império. Agora, paradoxalmente, o mesmo Império resolve se converter.

Há, inclusive, uma discussão a este respeito. Setores mais conservadores da igreja atual afirmam que a conversão de Constantino narrada por Eusébio demonstra que foi o Império, apenas, que mudou, convertendo-se à religião verdadeira. Acerca da igreja, essa se manteve a mesma. Sou partidário da idéia que defende a mudança mútua. O Império mudou e a igreja, mais ainda. Cristão, agora, não é mais aquele que morre por assumir uma identidade, mas é aquele que reconhece nos conchavos entre o Estado e a Igreja, a manifestação dos favores divinos e o triunfo da "Noiva de Cristo" prometido em textos apocalípticos do Novo Testamento.

Constantino não poderia ser um político corrupto e interesseiro, ao contrário, era aquele que o Deus Soberano escolhera para libertar seu povo das garras diabólicas do Império anteriormente pagão. Nas palavras do próprio Eusébio, Constantino era o novo Moisés. Aqueles que reconhecem em sua pessoa a graça divina são os únicos dignos de serem chamados “cristãos”. Se apropriar de templos antes politeístas e transformá-los em templos de culto ao Nazareno, à Trindade (uma “coisa” que quase ninguém ainda entendia direito), era o que agora melhor caracterizaria aqueles que são considerados cristãos autênticos.

A Idade Média começa! O que significou ser cristão na Idade Média? Um período de muita produção intelectual já foi suficiente para nos comprovar o quanto o apelido “Idade das Trevas” foi injusto. Todavia, foi no medievo que os chamados cristãos praticaram as maiores e piores atrocidades de sua própria história. Inquisição, torturas, cruzadas, vendas de indulgências, simonia, vendas de relíquias falsas e nada sagradas, censura às inúmeras obras eruditas da teologia, da filosofia e da literatura de modo geral, repressão aos cientistas, apropriação do poder econômico – não só político – através das práticas e impostos feudais etc.

Uma das reações a essa decadência que pra muitos foi uma ascensão, foi o nascimento das ordens monásticas desde as primeiras com os padres do deserto, passando pelos monges que construíram os primeiros mosteiros até às ordens surgidas na tradicionalmente chamada Idade Média Central como a dos franciscanos, por exemplo. Mas, isso não foi o bastante. As mesmas ordens não conseguiram resistir às pressões e se embrenharam pelo mesmo caminho da corrupção. Basta ler o romance de Umberto Ecco intitulado "O nome da Rosa".

No século XVI, para os protestantes, cristão é o que rompe com a igreja católica apostólica romana corrompida por tantos equívocos teológicos, eclesiais e políticos. Para os católicos, ser cristão era não se aliar aos protestantes e abraçar pra valer os postulados do Concílio de Trento. Chamo atenção, porém, aos protestantes, apenas. Afirmavam-se cristãos autênticos, pois diziam estar resgatando as purezas do verdadeiro evangelho de Jesus, o Cristo. Daí, inclusive, que nasce na mentalidade protestante a seguinte distinção: ou você é católico ou você é cristão.

Dois séculos se passaram, o protestantismo já se dogmatizara no século XVII e, agora, com movimentos de avivamento espiritual, pregações às multidões, convite à uma espiritualidade não tanto racionalista, marcava uma nova “definição” ao termo cristão. Era preciso experimentar para se identificar como cristão de verdade. O pentecostalismo, no início do século passado será o ápice dessa neurose. Cristão é quem sente o corpo pegando fogo, quem fala línguas inexistentes – nem Babel conheceu tamanha confusão – e quem acredita nos fundamentos teológicos estadunidenses defendidos pelos ortodoxos anti-liberalismo teológico alemão.

Como se não bastassem 2000 anos de confusão, estes mesmos 2000 anos são selados com o nascimento do neopentecostalismo. Ser cristão é ser rico, próspero, ter o melhor carro, a melhor casa, a maior fazenda, as melhores roupas, a conta bancária mais bem abastada, empresas, autoridade, poder, status, fama gospel, saúde intacta, entre tantas outras coisas. E, detalhe: tudo isso a partir da operação de um mecanismo de barganha com deus. Preciso dar e dar muito – ainda bem que só o dinheiro, o que já é um prejuízo brutal – pra convencer o eterno de que eu sou merecedor de suas infinitas bênçãos.

Isso é ser cristão?

Será que é necessário que eu continue escrevendo, para que você saiba qual é a minha resposta à pergunta que dá título a este texto?

Feliz 2010!

na Graça,
Jefferson

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ciências da Religião + Pizza = "Férias"


Férias, sempre entre aspas!

Pizza na pizzaria eleita melhor do ano, no Brasil.
A 'Bendita Hora', próximo à PUC-SP.

Confraternização com os principais cientistas da religião do país!
Que venha 2010!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Reflexão (62) - Religião, Cristianismo e Caminho! Mais um semestre se vai!

por Jefferson Ramalho

A Religião, o Cristianismo e o Caminho! Estas são três grandezas que fazem parte da minha existência nos últimos meses. Parece haver muito conflito entre uma e outra, porém, consigo lidar com tais "distinções" com muita tranquilidade.

Durante a semana, precisamente de manhã e à tarde, tenho concentrado minha mente no estudo da religião e das religiões, de maneira geral, enquanto faço meu mestrado em Ciências da Religião, na PUC-SP. Ali, tenho aprendido coisas muito novas pra mim que, sempre dediquei-me integralmente aos estudos da teologia e da história do cristianismo.

Quero registrar publicamente meu agradecimento e sentimento de carinho pelos quatro professores com os quais tive o privilégio de conviver de agosto a dezembro deste ano. Zeca, nossa professora de Sociologia da Religião; Frank Usarski, mestre e amigo que trabalhou com a disciplina Introdução à Pesquisa em Ciências da Religião I; João Décio Passos, professor de Introdução à Pesquisa em Ciências da Religião II, cujas aulas nos mostraram qual o caminho que devemos seguir para que nossas pesquisas sejam desenvolvidas com coerência e propriedade; e Pedro Lima Vasconcellos, que além de mestre e orientador, já representa pra mim uma pessoa tão dedicada às letras e à humildade, que é impossível conhecê-lo e não ver em sua vida um grande exemplo de ser humano! Um obrigado especial a você, Pedro!

Todas às noites deste semestre e sábados ao final da tarde, dediquei-me a fazer aquilo que mais amo nesta vida. Compartilhar um pouco daquilo que já - concomitantemente aprendendo - com aqueles que tive a honra de ter como alunos. Com vocês todos, do Betel Brasileiro São Bento, da Facetheos, do IBBC Saúde, Betel Brasileiro Santo André e Faculdade de Teologia Comunidade Carisma, pude desfrutar de momentos ímpares em minha vida como professor de diferentes disciplinas: História do Cristianismo, História das Religiões, Cristologia, Evangelhos e Judaísmo. Foi um prazer enorme! Quem sabe em 2010, 2011, 2012 ... a gente não se encontra novamente? Eu ficarei muito feliz se isso acontecer! Com vocês eu preservo em meu coração as principais razões que fazem de mim um ser humano que tenta ser um cristão de verdade.

Finalmente, como não mencionar meus queridos e queridas caminhantes de Osasco. Aqueles que me fazem, aos domingos pela manhã, me esquecer um pouco - sem deixar de lembrar - da correria de toda semana e, simplesmente, tentar descansar na Graça. Foi, tem sido e continuará sendo muito bom pra minha alma poder estar com vocês aos domingos pela manhã nos nossos encontros devocionais, nada religiosos e repletos de graça, comunhão e paz! Que em 2010 possamos continuar nossa releitura do livro de Atos dos Apóstolos e continuarmos, juntos, aprendendo tantas coisas lindas que temos aprendido através da releitura desse livro das Escrituras. É assim que entendo na prática o que é permanecer no Caminho!

Deixo aqui meu grande beijo a cada uma e a cada um, sem exceção!

na Graça,
Jefferson

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Respostas a um certo S.P.

Vejam a qualidade do post abaixo:

VÁ TOMA NO SEU ... SEU FILHO DA ...! EGOLATRA DO C...! VAGABUNDO! NUNCA DEU VALOR PRA P... NENHUMA, DESDE DA ÉPOCA DA VIDA! O MUNDO NÃO GIRA A SEU REDOR NÃO, OTÁRIO! ALIÁS, VOCÊ NÃO TEM AMIGOS! ESTÚPIDO! NEM DEUS, JÁ QUE ELE NÃO EXISTE! CHEGA DE BLÁBLÁBLÁ CHORÃO! CRESÇA! (S.P.)


Quem será este que não foi homem ou mulher suficiente para se identificar? Assinou como S.P.

Dou a oportunidade, aqui, dele ou dela se identificar!

Provar pra si - não a nós - que ele ou ela não é todas as coisas que escreveu a meu respeito. Claro, o simples fato de não se identificar, mostra-nos de cara quais são suas principais características. Em segundo lugar, é, no mínimo, alguém que ainda não alcançou um décimo das coisas que graças a Deus, consegui alcançar!

Nunca fui desonesto para alcançar objetivos que tracei pra minha vida.
Sempre cometi muitos erros, contudo, sempre aprendi com todos eles.
Mas, sinceramente, gostaria de saber quem foi que escreveu este comentário.

Mostre que vc não é mais FDP do que eu! Mostre que vc não é ególatra.
Que vc não é vagabundo, nem desonesto, nem medroso, nem covarde!
Mostre que vc é que é o cara! Espero resposta, identificada, claro, e irei postá-la com muita satisfação.

Agora, de uma coisa estou certo! Se consegui provocar uma reação como essa a um leitor assíduo do meu humilde blog - pq é óbvio que um cara desse, no mínimo, visita minha página diariamente - fico muito satisfeito. Não quero agradar todo mundo! Pelo contrário, quero provocar sempre e muito! Assim estarei fazendo juz àquilo para o que fui chamado: estimular e provocar a reflexão daqueles que pensam, e daqueles que não pensam, mas que preferem pacotes prontos pois não conseguem caminhar se não tiverem uma cartilha ou um manual debaixo do braço, como este querido leitor do comentário acima. Abração!!!

na Graça,
Jefferson

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Música boa é assim! Ouça!

Quem quiser adquirir os CD's do Stênio, ligue p/ (11)3763-2437.

sábado, 5 de dezembro de 2009

** NOVO Café Acadêmico em 2010 - Agenda **


Dentro de alguns dias vou disponibilizar a programação completa dos Cafés Acadêmicos de 2010. Falta pouco p/ fechar! Aguarde!

Abraços a todos!

Cordialmente,

Jefferson