quinta-feira, 9 de abril de 2009

domingo, 5 de abril de 2009

Chega de Teologia - Que venha a baleia!

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Com a presença da maioria de seus titulares em campo, o Palmeiras cumpriu sua missão em casa, apesar do mau início de jogo, venceu o Botafogo-SP por 2 a 1 neste domingo, e confirmou a primeira colocação na fase classificatória do Campeonato Paulista. Com a vitória, o time alviverde carrega para as semifinais a vantagem de jogar por dois empates, ou derrota e vitória pelo mesmo placar.

Na segunda etapa, Luxemburgo sacou Lenny e colocou Ortigoza em campo. Com o gramado molhado, a escolha foi tentar os cruzamentos e chutes de longa distância. Logo aos 2min, após cruzamento de Cleiton Xavier, o paraguaio teve boa chance, mas cabeceou por cima da meta de Everton.

No entanto, aos 13min, a substituição deu certo. Ortigoza aproveitou lançamento de Cleiton Xavier e, de carrinho, colocou no fundo do gol. No minuto seguinte, Diego Souza, em jogada individual, bateu forte e virou o placar para o Palmeiras, confirmando a classificação na liderança da primeira fase do Paulista.

Nas semi-finais, o Alviverde enfrentará o Santos, na Vila e no Palestra, jogando por dois empates! Vamos pra cima, Verdão!

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2009/04/05/ult59u193964.jhtm

sábado, 4 de abril de 2009

Cinema - O nome da Rosa

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Romance de estréia do crítico literário italiano, Umberto Eco, O Nome da Rosa é uma narrativa policial, ambientada em um mosteiro da Itália medieval. A morte de sete monges, ao longo de sete dias e noite...

O filme “O nome da Rosa” trata da história ocorrida no ano de 1327 – Século XIV - num Mosteiro Beneditino Italiano que continha, na época, o maior acervo Cristão do mundo. Poucos monges tinham o acesso autorizado, devido às relíquias arquivadas naquela Biblioteca.

No Filme, um monge Franciscano e Renascentista, interpretado pelo ator Sean Conery, foi designado para investigar vários crimes que estavam ocorrendo no mosteiro. Os mortos eram encontrados com a língua e os dedos roxos e, no decorrer da história, verificamos que eles manuseavam (desfolhavam) os livros, cujas páginas estavam envenenadas. Então, quem profanasse a determinação de “não ler o livro”, morreria antes que informasse o conteúdo da leitura.

O Livro havia sido escrito pelo Filósofo Aristóteles e falava sobre o riso: “Talvez a tarefa de quem ama os homens seja fazer rir da verdade, porque a única verdade é aprendermos a nos libertar da paixão insana pela verdade”.

Isso tudo sugeria, além de outras coisas, principalmente pela razão, que Jesus sorriu, pois Ele (Jesus), além de amar todos os homens, desejava que todos encontrassem a verdade e, através dela (da verdade), fossem libertos.

Acho que esta frase está ligada à máxima “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.

E na história, por trás de “quem matou e quem morreu” aparecem nítidas disputas entre o misticismo, o racionalismo, problemas econômicos, políticos e, principalmente, o desejo da Igreja em manter o poder absoluto cerceando o direito à liberdade de todos.

A Igreja não aceitava que pessoas comuns tivessem acesso ao significado de seus dogmas (fundamentos da religião) nem questionassem e fossem contra os mesmos e, por esse motivo, para definir o poder sobre o povo, houve a instauração da Inquisição que foi criada para punir os crimes praticados contra a Igreja Católica que se unia ao poder monárquico.



O período Renascentista que se desenvolveu na Europa entre 1300 e 1650, época em que se desenrola o filme (1327), vinha de encontro a Igreja, exatamente porque o Renascimento pregava a valorização do homem e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural.

Dessa forma, o Monge Francisco e Renascentista, William de Baskerville, utilizava-se da Ciência e conseqüentemente da razão para dar solução aos crimes do mosteiro e desagradava, em muito, a Santa Inquisição, na figura do Inquisidor Bernardo Gui que realmente existiu e foi considerado um dos mais severos inquisidores.

Entendi que na Biblioteca do Monastério haviam pergaminhos que falavam sobre a infalibilidade de Deus e que não era preciso se ter uma fé cega em detrimento à figura do homem.

Para não se ter uma fé cega é preciso utilizar-se da Ciência como instrumento principal para se desvendar os mistérios impostos pela religião.

Por esse motivo, creio eu, que a Ciência teve ascendência sobre a religião, pois através da razão vários mistérios eram descortinados, inclusive o poder desenfreado da Igreja que, na verdade, só contribuiu para o misticismo e o entrave do desenvolvimento intelectual de todo um período histórico, principalmente o da Idade Média, cercado pela Inquisição e seu poderio absurdo e desmedido.

Fonte: http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdefilmes/249488

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Chopp com Teologia - Rudolf Karl Bultmann

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Rudolf Karl Bultmann (Wiefelstede, 20 de agosto de 1884 — Marburg, 30 de julho de 1976) foi um teólogo luterano, de Wiefelstede, em Oldenburg, na Alemanha, que propôs uma interpretação do Novo Testamento da Bíblia apoiada em conceitos de uma filosofia existencialista. Filho mais velho de um ministro da Igreja Luterana, nasceu num ambiente profundamente religioso e foi educado na escola primária em Rastede, para onde seu pai fora transferido. Freqüentou o liceu em Oldenburg, onde destacou-se nos estudos de religião, do grego e da história da literatura alemã.

Ao concluir o liceu (1903), iniciou seus estudos teológicos na Universidade de Tubingen e no ano seguinte passou para a Universidade de Berlim e dois anos depois seguiu para Marburg, onde se licenciou em teologia (1910) com a tese O Estilo da Pregação de Paulo e a Diatribe Cínico. Dois anos depois tornou-se livre docente com uma dissertação sobre a exegese de Teodoro de Mopsuestia. Iniciou sua carreira docente como professor especialista em o Novo Testamento (1916). Foi professor por três décadas de estudos do Novo Testamento na Universidade de Marburg e nessa cidade tomou contato com Martin Heidegger e a filosofia existencialista, que influenciou seu pensamento posterior.

Morreu em Marburg, então Alemanha Ocidental, vítima de várias doenças, entre as quais a cegueira. Seu primeiro livro foi Jesus (1926) e em uma monografia altamente controversa Das Evangelium des Johannes (1941) criticou o evangelho de João e esta tornou-se sua mais famosa obra. Seu livro História da Tradição Sinóptica é ainda considerado como uma ferramenta altamente essencial para a pesquisa dos evangelhos.

Suas principais obras são:

Jesus (1926)

Novo Testamento e Mitologia (1941, título original: Neues Testament und Mythologie. Das Problem der Entmythologisierung der neutestamentlichen Verkündigung)

Teologia do Novo Testamento (1948–53, título original: Theologie des Neuen Testaments)

Religião sem Mito (1954, em parceria com Karl Jaspers, título original: Die Frage der Entmythologisierung)

Fontes:
http://biografias.netsaber.com.br/ver_biografia_c_3050.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rudolf_Karl_Bultmann

Em Junho - 1º Cristianismo Inteligente

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Eliadiar: Igualdade e diferença

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por Aline Grasiele

Queridos amigos e amigas,

Após duas semanas de pausa, retomamos com uma reflexão sobre IGUALDADE E DIFERENÇA. Peço licença para hoje, não falarmos de Eliade, apesar do título de nossa coluna ser Eliadiar. Certamente é possível encontrar no pensamento eliadiano argumentos para tratar a temática quando aborda, por exemplo, espaço homogêneo (sagrado) e não-homogêneo (profano). Mas hoje, já que vamos refletir sobre igualdade e diferenças, permitam-me fazer diferente.

Esta reflexão, diferente das anteriores, tem um caráter extremamente particular, parte não das minhas observações de pesquisa, mas de uma experiência vivenciada ao longo desses dias, digamos que de discriminação, ainda que velada. O fato é, sou MULHER, sou diferente, e não igual ao comumente aceito num determinado grupo.

Minhas amigas feministas que me perdoem e não pensem que estou desconsiderando toda a história de lutas e conquistas de igualdade de direitos da mulher, mas sinceramente não estou a procura de igualdade e sim das diferenças. E se não posso viver uma experiência de libertação dos conceitos da sociedade patriarcal através da diferença, isso de fato, não vem ao caso e não se constitui como fidedigna experiência de libertação.

As grandes questões de opressão são marcadas por esses dois temas: igualdade e diferença. Não sabemos lidar com o diferente. Não toleramos os que pensam diferentes de nós ou de nossas doutrinas, esses são hereges, leigos, ignorantes. Ora, por que somente nossa matriz de pensamento pode ser verdadeira? Muitos podem dizer, mas se não há critérios de verdade, cairemos num relativismo. A questão aqui, não é abrir mão de pressupostos, mas estar aberto ao outro, ao diferente, onde ambos possam ser interpelados. Relembro aqui uma frase de um professor que marcou minha caminhada teológica quando disse numa aula lá nos primeiros períodos: cada um é convencido daquilo que merece.

Tolerância, uma outra palavra interessante para refletirmos sobre a(s) diferença(s), pois uma visão absoluta, fechada em qualquer segmento, é extremamente prejudicial. A harmonia e coesão de um grupo não é construída com o fechamento de possibilidades, ao contrário, ocorre num processo dialético.

Poderia agora prosseguir a reflexão pensando em nossa intolerância diante do outro. Mas isso não seria condizente com nossa realidade, não é mesmo? Imagine, nós cristãos, que temos, ou pelo menos deveríamos ter, como modelo o Cristo. Aquele que andava com os excluídos, com os diferentes, e que por isso foi chamado diversas vezes de no mínimo beberrão. Que não se preocupava com o julgamento moral que pudessem fazer a seu respeito porque andava com os diferentes. Por que então deveríamos falar de intolerância neste contexto? Haveria marcas dessa intolerância em nossa história ou em nossas comunidades de fé? Talvez não, isso é somente mais um devaneio de alguém que resolve numa quinta-feira falar sobre diferença.

Devaneio! Talvez essa seja a palavra mais adequada para a nossa brevíssima reflexão de hoje, que não tem a mínima pretensão de ser acadêmica, teológica e nem mesmo pastoral, mas somente um convite a pensar a partir da(s) diferença(s) e não da igualdade.

Um abraço fraterno e até a próxima quinta.
Aline