sábado, 7 de março de 2009

Cinema - A fonte da donzela

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Apresentado em deslumbrante versão restaurada e remasterizada "A Fonte da Donzela" é um dos filmes mais impressionantes do mestre Ingmar Bergman, no qual ele volta a explorar o imaginário medieval de O Sétimo Selo. Suécia, século XIV. Num país dividido entre o cristianismo e o paganismo, um casal de cristãos fervorosos pede para a filha ir levar velas para a igreja do vilarejo. No caminho, a jovem é estuprada e assassinada por dois pastores, que sem saber acabam indo à casa dos pais da moça para pedir comida e abrigo. Vencedor do Oscar® e do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, "A Fonte da Donzela" traz ótimo elenco liderado pelo grande Max Von Sydow (O Exorcista) e conta com belíssima fotografia do genial Sven Nkvist.

Sinopse

Na Suécia do século XIV, Töre e sua mulher Märeta formam um casal que tem uma propriedade rural. Cristãos fervorosos, incumbem sua filha única, Karin, uma bela adolescente virgem, de quinze anos, de levar velas à igreja do vilarejo próximo e acendê-las em louvor à Virgem Maria.

Com licença da mãe, ela veste seu mais valioso vestido e parte, a cavalo, através de uma floresta, para realizar a missão a ela confiada. Acompanhando-a, segue ao seu lado, Ingeri, uma criada tida como filha adotiva do casal Töre, que se acha grávida.

No caminho, ao passarem por um culto de magia, Ingeri diz à Karin que vai voltar, por achar que anoitecerá antes que elas consigam chegar à igreja. Decidida a atender ao pedido dos pais, Karin segue em frente sozinha. Enquanto isso, movida por um enorme ciúme que sente da jovem, Ingeri participa de um ritual do culto a Odin, com a intenção de que algo de mal ocorra à Karin. Em seguida, passa a acompanhá-la, mantendo uma certa distância da jovem.

Ao encontrar dois pastores de cabras e um garoto, Karin os convida para dividir uma refeição que sua mãe havia preparado para ela. Em seguida, é agredida sexualmente pelos dois homens, os quais, após estuprá-la, a matam com um porrete. Ingeri, impotente, assiste a tudo.

Quando a noite cai, ironicamente os criminosos vão pedir comida e abrigo aos pais de Karin. São recebidos cordialmente e, depois de acomodá-los, Töre lhes promete trabalho. Märeta mostra-se nervosa, pois a filha ainda não retornou da igreja, mas o marido tenta tranqüilizá-la dizendo-lhe que em outras ocasiões Karin dormiu no lugarejo.

O temor da mãe se concretiza quando um dos pastores, sem imaginar onde se encontram, tenta vender, à Märeta, um vestido que alega ter sido de uma irmã dele. Ela reconhece o vestido de sua filha e, controlando-se, promete-lhe pensar no assunto. Ao falar com Töre, os dois têm certeza do triste destino da filha, pois a peça acha-se suja de sangue.

Ao encontrar-se com Ingeri, Töre toma conhecimento dos detalhes do brutal ataque sofrido pela filha, que a levou à morte. A jovem pede-lhe perdão por se sentir culpada pelo ocorrido à Karin. Movido por um forte sentimento de vingança, Töre mata os criminosos.

Na manhã seguinte, guiados por Ingeri, todos seguem até o local onde se encontra o corpo de Karin. Enquanto Märeta abraça-se ao corpo da filha, Töre, em sua crise de desespero, interroga Deus sobre os motivos que o levaram a permitir tamanha tragédia. A seguir, entretanto, ele implora seu perdão por seus pecados e promete construir, com suas próprias mãos, uma igreja no local, em penitência por sua vingança sanguinária.

Ao retirarem o corpo de Karin, surge milagrosamente uma fonte de água exatamente no local onde o mesmo se encontrava.


Críticas

Uma lenda medieval sueca inspirou a fábula "A Filha de Töre em Vangé". "A Fonte da Donzela", por sua vez, foi baseada nessa fábula. Realizado pelo grande mestre do cinema sueco, Ingmar Bergman, sua trama gira em torno de uma jovem adolescente e virgem que, ao ser estuprada e morta, faz surgir milagrosamente uma fonte de água no local do crime.

Soberbamente fotografado em preto-e-branco por Sven Nykvist, parceiro de Bergman em inúmeros filmes, esta magnífica produção carrega consigo uma mensagem de fé e esperança do homem, mesmo depois de passar por uma enorme tragédia.

Como em diversos outros filmes de Bergman, temas como a violência, a vingança e a necessidade de redenção acham-se presentes. Aliás, raramente tive a oportunidade de, no cinema, ver tais temas serem tratados com a delicadeza impressa por este consagrado cineasta em "A Fonte da Donzela". A religiosidade e a presença de Deus, dois outros temas recorrentes na obra de Bergman, acham-se igualmente presentes.


fontes:
http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=6520
http://www.65anosdecinema.pro.br/A_fonte_da_donzela.htm

sexta-feira, 6 de março de 2009

Chopp com Teologia - David Friedrich Strauss

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David Friedrich Strauss (27 de Janeiro de 1808 - 8 de Fevereiro de 1874), filósofo e teólogo protestante alemão nascido em Ludwigsburg, perto de Stuttgart, pioneiro na interpretação bíblica do Novo Testamento do ponto de vista mitológico, foi um teólogo e exegeta alemão de extrema importância no século XIX.

Em Setembro de 1825 iniciou os seus estudos de teologia no seminário protestante de Tübingen, sendo depois professor no seminário de Maulbroon.

Discípulo de Hegel, tornou-se muito conhecido após a publicação, em 1835, da obra Vida de Jesus, que causou escândalo nos meios religiosos da Alemanha. Para Strauss, o sucesso do cristianismo explicava-se por um "mito de Jesus", que teria sido forjado pela mentalidade judaica dos tempos apostólicos, e que não poderia ser sustentada pela ciência moderna - perspectiva depois adoptada por Ernest Renan na sua Vida de Jesus.

Estudou em Berlim com Hegel e integrou os jovens hegelianos e com seu Glaubensiehre Strauss fêz exame da licença em teologia (1828). Professor da Universidade de Tübingen, adotou os princípios de uma crítica histórica radical no estudo do Novo Testamento. A publicação de seu primeiro grande trabalho, Das Leben Jesu kritisch bearbeitet (1835-1836), onde demonstrou que os milagres de Cristo seriam mitos, causou escândalo e custou sua demissão da universidade. Com Die christliche Glaubenslehre in ihrer geschichtlichen Entwicklung (1840-1841), rompeu definitivamente com a igreja protestante.

Hegel, com a sua "despersonalização" da religião, havia introduzido a chamada corrente do racionalismo hegeliano no seio do protestantismo alemão, que afirmava que o cristianismo apenas podia ser salvo através do esvaziar do seu conteúdo sobrenatural. Os hegelianos pretendiam fundar a religião cristã sobre uma base exclusivamente racional. Strauss, discípulo de Hegel, mas reagindo aos racionalistas hegelianos, vinha argumentar que o cristianismo apenas se podia defender através da veracidade dos testemunhos evangélicos.

Nos Estados Unidos da América, a tese de Strauss encontrou eco quase imediato em Theodore Parker (1810–1860) que, em 1841, fez um sermão intitulado "A Discourse of the Transient and Permanent in Christianity", um espécie de manifesto do chamado "transcendentalismo". Na Alemanha, porém, Strauss viu-se desautorizado logo em 1845, com a obra "Paulus der Apostel Jesu Christi" de Ferdinand Christian Baur, do fundador da chamada "tendência" ou escola de exegese de Tübingen.


A tese e a obra de Strauss dominaram o movimento crítico da religião na Europa, sobretudo entre agnósticos e ateus, durante a segunda metade do século XIX, podendo ser seguido o seu percurso de influência em três direcções principais: por intermédio de Feuerbach, tocando Karl Marx; por intermédio de Renan, no materialismo francês do século XIX; e, em Haeckel, com difusão nas correntes cientistas.

Casou (1841) com a bela cantora de ópera Agnes Schebest, de quem separou-se cinco anos mais tarde, quando já tinham duas crianças. Exerceu um mandato de deputado após a revolução (1848), mas não se deu bem como político e retirou-se logo depois da vida pública e recomeçou sua atividade literária pela publicação do Der Claren de Thron do dem do auf de Der Romantiker, uma sátira comparativa entre Juliano o apóstata e o Frederick William IV da Prússia (1847).

Escreveu também uma série de trabalhos biográficos, que fixaram para ele um lugar permanente na literatura alemão, como Schubarts Leben, 2 vols. (1849), Morklin Christian (1851), Nikodemus Frischlin (1855), Ulrich von Hutten , 3 vols. (1858-1860) e H.S. Reimarus (1862).

Morou em Darmstadt (1865-1872), onde publicou (1870) suas leituras sobre Voltaire. Ainda publicou outra obra polêmica Der alte und der neue Glaube (1872), obra sobre a vida de Jesus, em que rompeu com toda e qualquer religião e na qual se mostrou totalmente materialista. Doente, voltou a viver em Ludwigsburg, onde morreu dois anos depois.

fontes:
http://www.brasilescola.com/biografia/david-friedrich-strauss.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Friedrich_Strauss

Eliadiar: André Eduardo Guimarães (1952-1991)

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por Aline Grasiele

Queridos amigos e amigas,

Hoje quero mudar um pouco o rumo da prosa para relembrar um grande pesquisador, André Eduardo Guimarães. Hoje (5 de março de 2009) faz 18 anos de sua morte. Pe. André era filósofo, licenciado em teologia moral e psicólogo. Sua dissertação de mestrado, defendida em 1980 no Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais, tem como título “A estrutura do sagrado na obra de Mircea Eliade”. Sua tese doutoral foi defendida em 1989 no programa de filosofia da Pontifícia Universidade Católica Gregoriana de Roma com o título “O Sagrado e a História: fenômeno religioso e valorização da história à luz do anti-historicismo de Mircea Eliade” e publicada em 2000 pela EDIPUCRS. Temos ainda um outro trabalho, publicado em 1999 pela EDIPUCRS com o título “A paternidade no confronto entre psicanálise da religião e fé”.

Pe. André Eduardo Guimarães dedicou-se com paixão a garimpar o pensamento filosófico de Mircea Eliade, constituindo-se, assim, na maior referência para os estudos eliadianos no país. Porém, devido ao seu falecimento precoce num acidente de automóvel do dia 5 de março de 1991 entre Belo Horizonte e Juiz de Fora, muito de seu significativo material, resultante de suas investigações, ficou esquecido. Mesmo seus dois livros, posteriormente publicados, são pouco utilizados entre os pesquisadores.

Dom Eduardo de Benes Sales Rodrigues, Arcebispo da Arquidiocese de Sorocaba, em sua apresentação do livro “O Sagrado e a História”, publicação da tese doutoral de André Guimarães, ressalta que a obra é uma leitura indispensável para todos os que se interessam pelo fascinante tema das relações entre o sagrado e o profano, transcendência e história, religião e cultura. Portanto, resgatar essa interpretação e documentos de pesquisa de André Eduardo Guimarães é um importante objetivo de nossa pesquisa.

Deixo hoje, então, como homenagem ao Pe. André Guimarães e prosseguindo nossa reflexão, um pequeno trecho de sua dissertação sobre a camuflagem do sagrado

“Eliade ao observar atentamente vários comportamentos do homem moderno, foi levado a elaborar a noção de camuflagem, para designar o modo pelo qual o sagrado estaria cifrado nos recônditos e entremeios das condutas, até mesmo entre as mais ordinárias, do homem arreligioso. Na verdade, trata-se de mitos, ritos, símbolos, degradados na aparência. Estes, nas sociedades primevas, eram expressão de situações-limites, de crises existenciais. O que caracteriza estas situações é o fato de que colocam em questão a realidade do mundo e a presença do homem no mundo. Neste sentido, a experiência religiosa, posto do ponto de vista da dialética do sagrado (não há manifestação do sagrado, propriamente falando) como do ponto de vista da estrutura simbólica (não se percebe a ligação entre tal evento “dessacralizado” e o sistema simbólico capaz de conferir-lhe sua plena inteligibilidade). O mito é uma forma de interpretação religiosa da história. Ora, a camuflagem dos mitos significa que o homem moderno não deixou, pelo fato de se dizer dessacralizado, de construir seus “mitos”. Ao contrário, parece mesmo que as perspectivas mais dessacralizadas são as que revelam, no fundo, uma estrutura mítica.” (p. 189-190).
(GUIMARÃES, André Eduardo. A estrutura do sagrado na obra de Mircea Eliade. 1980,276f. Dissertação (Mestrado em Filosofia). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte)

Sobre essa temática deixo como referência, a obra de uma ex-aluna do Pe. André, Profa. dra. Cleide Scarlatelli, “A camuflagem do sagrado e o mundo moderno: à luz do pensamento de Mircea Eliade” publicada em 1998 pela EDIPUCRS.

Até a próxima quinta!!!

Aline

quarta-feira, 4 de março de 2009

Leia comigo! - Maria Madalena

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Maria Madalena foi submetida a uma violência simbólica que roubou sua identidade, desconsiderando sua importância nas origens do cristianismo. Estigmatizada como a pecadora arrependida, a verdade de seu ser foi substituída por uma mentira que se fixou de forma tão nociva na tradição cristã, nos conscientes e nos inconscientes, que sua verdadeira essência se perdeu com o tempo. (p. 58)

Com o rebaixamento de Maria Madalena à condição de prostituta começou ao mesmo tempo a ascensão de Maria mãe de Jesus à categoria de santa. O modelo de uma amizade livremente assumida entre uma mulher e Jesus deu lugar ao modelo primitivo da maternidade biológica. (p. 67)

É Madalena quem descobre o túmulo vazio e recebe o anúncio pascal, quem primeiro proclama a boa-nova da ressurreição e primeiro se encontra com o Senhor ressuscitado. Ela teve um papel central, como um dos pilares da igreja cristã primitiva. Segundo os critérios citados em Atos 1.21-25 a autoridade de Madalena é a de uma 'testemunha da ressurreição' e apóstola. Em companhia das outras mulheres, mas com uma responsabilidade especial entre elas. (p. 69)

O teólogo medieval Abelardo (1079 - 1142) escreve em sua 7ª carta a Heloísa: 'Chamamos Maria Madalena apóstola dos apóstolos (apostolorum apostolam), da mesma forma como não hesitamos em chamá-la profetisa dos profetas. (p. 72)

Para adquirir a obra 'Maria Madalena - a mulher mais misteriosa do Novo Testamento', de Priscila C. Nagatomo, pela Editora Reflexão, ligue para 11 2478 5407 ou acesse o site www.editorareflexao.com.br

terça-feira, 3 de março de 2009

Provocação: Reflexão (53) - Falsos pregadores

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por Jefferson Ramalho

"Didaquê (Διδαχń em grego clássico) ou Instrução dos Doze Apóstolos, é um escrito do primeiro século que trata do catecismo cristão. Didaquê significa doutrina, instrução. É constituído de dezesseis capítulos, e apesar de ser uma obra pequena, é de grande valor histórico e teológico.

O título lembra a referência de Atos 2,42: 'E perseveravam na doutrina dos apóstolos ...'.

Estudiosos estimam que são escritos anteriores a destruição do templo de Jerusalém, entre os anos 60 e 70 d.C. Outros estimam que foi escrito entre os anos 70 e 90 d.C., contudo são coesos quanto a origem sendo na Palestina ou Síria.

Quanto a sua autenticidade, é de senso comum que o mesmo não tenha sido escrito pelos doze apóstolos, ainda que o título do escrito faça menção aos mesmos; mas estudiosos acreditam na compilação de fontes orais tendo recebido tais ensinos que resultaram na elaboração do mesmo. Também é senso comum que tenha sido escrito por mais de uma pessoa.


O texto foi mencionado por escritores antigos, inclusive por Eusébio de Cesaréia (c.265 - 339), em seu livro 'História Eclesiástica', mas a descoberta desse manuscrito, na íntegra, em grego, num códice do século XI (ano 1056) ocorreu somente entre 1873 e 1883, num mosteiro em Constantinopla.

Nos escritos da Didaquê, além da catequese e liturgia cristã, o evangelho de Jesus é recomendado. A Didaquê também cita a oração do 'Pai Nosso' como sendo 'ensinada pelo Senhor' e finda com a afirmação em consonância com o livro Apocalipse, do Novo Testamento, de que Jesus voltará."

(fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Didaqu%C3%AA).

Eu, porém, gostaria de destacar apenas um fragmento desse importantíssimo documento. Trata-se da passagem em que o autor afirma:

"Todo apóstolo que vem até vocês seja recebido como o Senhor. Ele não deverá ficar mais que um dia ou, se for necessário, mais outro. Se ficar por três dias, é um falso profeta. Ao partir, o apóstolo não deve levar nada, a não ser o pão necessário até o lugar em que for parar. Se pedir dinheiro, é um falso profeta. [...] Se alguém disser sob inspiração: 'Dê-me dinheiro' ou qualquer outra coisa, não o escutem. Contudo, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue."

(fonte: Didaqué - o catecismo dos primeiros cristãos para as comunidades de hoje. 10. ed. São Paulo: Paulus, 1989, p. 24 e 25).

Nessa passagem, a Didaquê está falando sobre os verdadeiros e falsos pregadores.

É claro que a maioria dos pregadores da atualidade não conhecem tal documento. E se o conhecessem, não lhe dariam crédito.

Ao ler esse breve trecho, me lembro não somente dos líderes e pastores neopentecostais, pentecostais e até tradicionais que já entraram no esquema. Volto a salientar: há uma minoria séria. Mas o que se destaca, são aqueles sobre os quais você já sabe aos que me refiro. Mas ao ler essa passagem da Didaquê, também me lembro dos famosos pregadores itinerantes. Aqueles que se dizem chamados por Deus para pregar nas igrejas, quando essas os convidam. A maioria, claro, não prega de graça. E os argumentos são os mais grotescos. "Quando eu era do mundo, o diabo me dava tudo. Eu não medigava o pão quando trabalhava pra satanás. Agora que trabalho pra Deus, não aceito ganhar pouco. Não prego, não canto, não faço nada de graça."

Não quero perder muito tempo comentando sobre esses casos. A Didaquê está aí! Isso sem falar das Escrituras que quando coerentemente interpretadas, jamais podem servir de base para práticas de extorsão e manipulação em nome de Deus.

O pior de tudo são as promessas de riquezas e prosperidade que vêm junto com o discurso. As pessoas, quando iludidas e manipuladas, são levadas à uma prática de adoração ao dinheiro e à matéria, e não ao Deus verdadeiro e invisível.

Esses falsos pregadores, conforme alerta a Didaqué, não temem a Deus e a Sua Palavra. Querem o poder, as riquezas, o status, os melhores horários na TV, os melhores e mais caros carros importados, casas, fazendas, cavalos, aeronaves, jóias, fama e tudo o que puder supostamente provar que seu discurso é eficaz.

Mas isso, sempre, com o dinheiro das pobres e ingênuas ovelhas, que além de enganadas, se tornam suas principais defensoras. É impressionante! A manipulação atinge um nível tão baixo, que os fiéis são mais fiéis de seus líderes do que de Deus. Isso por uma razão simples: tais líderes se afirmam como os porta-vozes de Deus. Aqueles que têm verdadeiramente a Palavra de Deus para as pessoas. Se qualificam como "anjos da igreja". Lamentável!

Às veze brinco: acho que vou abrir a minha portinha também. E terei sucesso! É isso que as pessoas gostam e querem. Serem enganadas, manipuladas, ridicularizadas, roubadas e desapropriadas. Mas aí eu me lembro que a Graça de Jesus que um dia gerou temor e tremor em minha alma, jamais permitiria que eu entrasse nesse jogo sujo!

Abraços!

na Graça,
Jefferson

segunda-feira, 2 de março de 2009

O que preguei ontem

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por Jefferson Ramalho

Recentemente preguei em uma igreja pentecostal, em São Paulo.

Para mim, especialmente, é sempre interessante ter tal experiência!

Falei sobre a passagem de Paulo a Timóteo, em 1ª Tm 4.6-16.

Tentei desenvolver uma pregação expositiva, cujo título foi:

Vocação, Espiritualidade e Paciência.

O esboço da pregação foi o seguinte:

1. Breve biografia de Timóteo ::
2. A vocação de Timóteo segundo Paulo ::
3. O significado bíblico de Vocação e de Ministrar (escravidão)::
4. A importância das obras dos mestres da espiritualidade cristã ::
* fontes clássicas: João Cassiano, João da Cruz, Tereza d'Ávilla etc
* fontes recentes: Thomas Merton, Henri Nouwen, Anselm Grün etc
5. Reconhecimento da própria vocação ::
6. Dedicação às disciplinas recomendadas por Paulo ::
7. Paciência e perseverança ::
8. Deus cumprirá o seu ministério no momento dEle ::
9. Análise crítica do ensino e da vida das igrejas evangélicas atuais ::

Infelizmente, pregações dessa linha não são bem recebidas.

Os próprios líderes, principalmente, preferem as pregações animadas e não as que provocam reflexões e questionamentos.

Se o pregador não chegar e fazer o povo rir, virar pirueta e plantar bananeira, não valeu a pena.

As instituições, em sua maioria, estão à procura de animadores de auditório - ou por que não, de circo? - e não pregadores do Evangelho, que confrontam e desafiam.

Na próxima semana, mais uma pregação do Evangelho!

Abração,

na Graça,
Jefferson

domingo, 1 de março de 2009

Chega de Teologia - Verdão dispara

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Após a vitória sobre o Guarani, por 1x0, o Palmeiras continua invicto no Paulistão 2009. Com gol de Dayvid Sacconi, o Verdão chega a 28 pontos na disputa. O próximo jogo do Alviverde será no próximo domingo contra o Gambá, que vergonhosamente empatou hoje com o Marília, em 1x1, no interior de São Paulo.


Não vergonhosa foi a atuação brilhante do Cruzeiro, nesse domingo. Embora não tenha comparecido em grande número ao Mineirão, na tarde deste domingo, a torcida cruzeirense fez muita festa para comemorar a reestreia do argentino Sorín, que voltou a jogar com a camisa celeste, após quatro anos e meio. O destaque maior da partida, entretanto, foi Kléber (ex-Palmeiras - claro), autor de três gols na goleada sobre o Ituiutaba, por 4 a 1, que consolidou a liderança isolada do Campeonato Mineiro e manteve sua invencibilidade em 2009.

Pra completar a festa, o São Paulo Futebol Clube perdeu para o Santos, na Vila Belmiro. Com esse resultado, fica tudo embolado na briga pelas 3 vagas do Paulistão, já que a primeira, sem sombra de dúvida, já tem dono. Los bambinos Dagoberto e Washington saíram "de mal" do jogo.


Aos 32 minutos do segundo tempo, Dagoberto passou por três zagueiros e entrou na área do Santos. Ele tinha Washington livre, mas preferiu chutar e perdeu o gol. "Eu não gosto de coisas que ele [Washington] faz, e não saio falando. Então ele não precisa reclamar que eu não passei. Tentei chutar na cara do gol. Perdi, acontece".

É isso aí, torcedores do Verdão! Terça-feira (3/3), tem Palmeiras na Libertadores, contra o time chileno Colo-Colo, às 20h, no Palestra Itália. Vamos torcer juntos pelo nosso Verdão Querido!!!

fontes: www.yahoo.com.br e www.uol.com.br